Sobral, 09/06/14 às 10:00 pm
Porque essa data me
persegue?
Mais um ano e o fatídico 12 de junho chega e me joga na cara: solitário, encalhado...
Mais um ano e o fatídico 12 de junho chega e me joga na cara: solitário, encalhado...
Não que eu me incomode
em ser sozinho. Já acho até que estou me tornando assexuado! Realizo-me
solitariamente, imagino o rosto, a boca que vou beijar; as mãos que irão me apalpar;
o corpo que vou alisar; lamber, morder, acariciar; Deixar-me encaixar e
relaxar.
Eu pergunto a você,
quem disse que o coito não é em sua maioria das vezes solitário? No momento que
estamos nos relacionando com alguém “corpos ardendo, enroscando-se,
afunilando-se, espaços sendo preenchidos...”, mas, o pensamento? O coração?
Será que tudo está em sintonia? Será que traição é só física? Um pensamento que
te faz criar fantasias com outras pessoas no momento em que você está tendo
prazer com a pessoa que você convive não é traição?
Traição é correr um
risco e você vai ter que aprender a conviver!
Deixando as amenidades
de lado, fico eu ouvindo musiquinha romântica, lendo livrinhos românticos,
vendo filminhos românticos e fico mais frustrado e me lembro: eu estou sozinho
de nooooovvvvvoooo!!!
Acho bonitinhos os
casais nas ruas de mãos dadas, os beijos roubados, as brigas por motivos bobos.
E eu não queria estar só novamente.
Queria poder dormir
de conchinha, ter uma pessoa pra brigar e depois fazer as pazes. Desejo sentir
aquela sensação de esperar e ficar imaginando situações do tipo: não vem mais,
estar com outro alguém, porque tá diferente? Será que arranjou outra pessoa?
Mas, só me vem à mente: eu estou sozinho!!!
Maldito 12 de
junho!!!
Eu não odeio a data eu odeio é ser só.
E o universo acha
pouco o meu drama, resolve me torturar e lança o filme do livro que eu amo “A
culpa é das Estrelas” precisava ser na semana que antecede o dia dos namorados?
E eu fico vendo os personagens ganharem vida, os diálogos tomando formas e eu
não me conformo com o final desde a primeira vez que li o livro. Infeliz do John
Green precisava ser carrasco e tão implacável, atormentar um pobre casal que
nada mais lhe restava a não ser viver o amor, mesmo sem saber se seria para
sempre.
O choro fica entalado
na garganta, as lágrimas rolam, tenho vontade de gritar e dar meu coração para
Hazel Grace e consolá-la, mas quem vai me consolar???
Por tudo isso eu
odeio o dia dos namorados!!!!
Tatá Arrasa

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